segunda-feira, 29 de março de 2010

Segunda edição do Rodas de Conversa em 2010 com o tema "Territórios Marginais"



“Em 1986, o então cinqüentenário Cine Jangada desaparecia do cenário fortalezense. A sala de exibição da Empresa Cinematográfica do Ceará S/A (CINEMAR), que nasceu com pretensões de ser uma sala “familiar” e “cult”, fechou suas portas como uma sala especializada em filmes pornográficos. Através da história dessa sala, “Cinema Caradura” retraça os contornos do circuito exibidor local e do ato de ir ao cinema como modalidade de lazer, em seus rituais, interdições e trangressões”.

O Grupo de Resistência Asa Branca – GRAB realiza nesta terça-feira, dia 30 de março, a segunda
edição do Rodas de Conversa em 2010 e convida as populações LGBTT e demais interessados a
participarem de uma discussão sobre “Territórios marginais”. O evento acontecerá na sede do GRAB (Rua Teresa Cristina, nº 1050 - Centro) e terá início às 18 (dezoito) horas, com a exibição do filme “Cinema Caradura”, de Alexandre Fleming e Simone Lima. Após a sessão, inicia-se-á um debate com o Prof. Dr. Alexandre Fleming, Diretor do filme e docente do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A programação é gratuita e aberta ao público.
Maiores informações através do fone (85) 32536197 ou correio eletrônico .

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ponto de Cultura LGBT SOMOS apresenta espetáculo para público cearense

Colibris Dalí Daqui é um espetáculo que trata das diferenças. A partir dessa frase,o espetáculo engloba um amálgama de sentidos e converge para as questões acerca dos enfrentamentos da liberdade do manifesto afetivo levantadas pelo SOMOS, ponto de cultura LGBT. O espetáculo foi concebido por Jussara Miranda e foi idealizado após o Projeto, que a coreógrafa propôs ao ponto de cultura LGBT SOMOS, ter sido contemplado pelo edital Interações Estéticas - Residências em Pontos de Cultura.

Na sua essência “Colibris” entrecruza estéticas para fazer um espetáculo lúdico, que problematiza as questões acerca da sexualidade. Partindo da dança e tendo a obra de Salvador Dalí como elemento afetivo comunicável a todos, o espetáculo encanta pela forma que trata um problema delicado da sociedade em que vivemos.

O espetáculo acontecerá no dia 26 desse mês de março e fará parte da programação da Teia 2010, um encontro que reunirá em Fortaleza vários Pontos de Cultura de todo o Brasil e ainda contará com shows de artistas consagrados da música brasileira, como Chico César, Fagner, Jorge Mautner e Mombojó.

João Ernesto


Fica a dica do GRAB, programe-se.


O que: “Colibris Dali Daqui” – SOMOS

Quando: 26.03.2010 – Sexta feira

Onde: Teatro do Dragão do Mar.

Que horas: 20:30


Espetáculo gratuito na TEIA2010


terça-feira, 16 de março de 2010

Plenária de mobilização para a Marcha Nacional Contra a Homofobia


Com o intuito de reunir 1200 pessoas vindas de todas as partes do Brasil e fundamentada nos alicerces de “garantia de um estado laico, combate ao fundamentalismo religioso, cumprimento do Plano Nacional LGBT, aprovação imediata do PLC 122, que o judiciário decida favoravelmente sobre as uniões homoafetivas e bem como a mudança de nome de pessoas transexuais e travestis”, a Assossiação
Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) convocou para o dia 19 de maio a I Marcha Nacional contra a Homofobia, que será realizada entre os dias 17 e 22 de maio em Brasília - DF.

A primeira plenária estadual de mobilização para a I Marcha Nacional contra a Homofobia acontecerá nessa terça feira, dia 23 de março, na sede do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB) e contará até a gora com representantes das seguintes associações: Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, A Associação de Travestis do Ceará- ATRAC, O Grupo de Resistência Asa Branca- GRAB, o Instituto de Capacitação para a Vida- ICV, o Instituto de Juventude Contemporânea- IJC, o LAMCE - Liberdade do Amor entre Mulheres no Ceará, Projeto Arte de Amar. Qualquer entidade da sociedade civil também está convocada para a seguinte plenária, desde já que confirme adesão à mobilização.

O que: Plenária estadual de mobilização para a I Marcha Nacional Contra a Homofobia

Quando: Terça-feira, 23 de março/10

Que horas: 14 às 16:00 h

Onde: sede do GRAB – Grupo de Resistência Asa Branca- Rua Teresa Cristina, 1050- Centro- Fortaleza (entre a Clarindo de Queiroz e a av. Duque de Caxias)- fones 32536197/ 32266761

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Fortaleza aguarda jovens gays e outros HSH para primeiro Encontro Nacional!




Quem vai participar do I Encontro Nacional de jovens gays e outros HSH – Prevenção, Solidariedade e Ativismo em HIV/Aids aqui em Fortaleza deve estar muito ansioso, né? Aqui no GRAB estamos tod@s louc@s preparando tudo para recepcionar bem os participantes.
Mas enquanto a sexta não chega, a gente deixa por aqui a programação completa (só para dar o gostinho e deixar o povo mais ansioso ainda!).

Quem vem, quer compartilhar expectativas? Deixe nos comentários!



Programação do I Encontro Nacional de Jovens Gays e outros HSH para a Prevenção, Solidariedade e Ativismo em HIV/Aids

- Data: 02 de outubro de 2009 (sexta-feira)

- Credenciamento: 13 às 15:00 horas

- Mesa para aprovação do regimento interno: 15 às 16:30 horas

- Mesa de abertura (boas vindas e parceiros convidados)- 16:30 às 17:30 horas

Exibição de vídeo sobre o I Encontro

Apresentação performance de dança- Felipe Araújo

- Mesa-redonda “Haverá paradeiro para o nosso desejo?”- 17:40 às 19:00 horas
Coordenador: Tel Cândido (NUSS-CE)
Adriano de Souza (GAYRO-RO), Fábio Ribeiro (GLICH-BA), Júlio Ávila (ADGLT-GO), Max Romano (Arco-Íris-RJ), Diego Leisssmann (SOMOS-RS)

19:00 às 20:00 h- Apresentação teatral “Uma Flor de Dama” - Grupo Parque de Teatro- direção de Silvero Pereira

20:00 h - Coquetel de abertura (com DJ)

- Data: 03 de outubro de 2009 (sábado)

09:00 às 10:30 horas -Debate: Juventudes tecendo a cidadania e a prevenção.
Coordenador: Narciso Junior (GAP Vida- CE)
Convidada:Vera Paiva (NEPAIDS-USP)
Debatedores: Igor Francisco (Grupo Dignidade-PR), Oseias Cerqueira (GAPA-BA) e Roger Nascimento (Apolo-PA)


10:40 às 12:10 horas- Debate: Construindo políticas públicas de prevenção para Jovens Gays e outros HSH
Coordenador: Delson Souza (GRAB-CE)
Convidado/a: Juny Kraicyk - Departamento Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde
Debatedores: Alessandro Melquior (Fórum LGBT-SP), Marcos Cipriano (GDN-DF) e Sander Maciel (Câmara M. de Alfenas-MG)

12:10 às 14:00 horas- Almoço

14:00 às 16:00 horas- Grupos Temáticos de discussão

1. A vivência das homossexualidades e a prevenção
Expositor: Max Romano (Arco-Íris- RJ)
2. Homofobia, gênero e sexualidades (incluindo discussões sobre homofobia na Escola)
Expositor: Fábio Ribeiro (GLICH-BA)
3. Ativismo e formação política da juventude
Expositor: Vinicius Alves (KIU-BA)
4. Redução de Danos
Expositor: Paulo Chagas (ACERD-CE)
5. Sorodiscordâncias e solidariedade
Expositor: Samir Amim (Rede Nacional Jovens Vivendo com HIV/Aids- MG)

16:00 h- Lanche

16:20 h- 18:00 h- Continuação dos grupos temáticos

18 às 20:00 h- Reunião de sistematização relatoria


- Data: 04 de outubro de 2009 (domingo)

09 às 10:30 h- Apresentação dos grupos temáticos

10:40 às 12:00 h- Plenária final - Leitura e aprovação de documento político- A “Carta de Fortaleza”

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Conheça os monitores do SAGAS


Nome: Délson Souza do Nascimento
Idade: 26
Além de monitor do SAGAS, é... Estudante de cursinho e participante de ações junto à liderança comunitária da Barra do Ceará
Para você, o que representa ser monitor?
Um elo muito grande entre população e nós. Uma grande oportunidade de passar informações para as pessoas.

Já aconteceu alguma situação engraçada durante as visitas nas Regionais?
Várias. Umas abordagens bem engraçadas e diretas... (rs!). Já deram em cima da gente, convidaram para sair...

E como vocês reagiram?
No começo, a gente ficava muito envergonhado, sem jeito. Mas hoje a gente aprendeu a ficar mais tranqüilo e leva na brincadeira, na esportiva.

E já teve alguma situação mais difícil nas visitas?
Uma tentativa de assalto, uma vez. Mas ainda bem que foi só um susto e nada aconteceu.

E de que você mais gosta na monitoria?
Eu ganho experiências valiosas, muito aprendizado. Através das conversas, a gente traz muita coisa boa para a nossa vida.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Jovem gay fala de escola, trabalho e preconceito



Nome: Tarcísio Ferreira

Idade: 29 anos

Atividade artística da qual participa atualmente: Dança quadrilha no bairro Vila Velha, região Noroeste da Regional I , em Fortaleza.
Tarcísio, o que mudou com sua participação nas oficinas do Projeto SAGAS?
Antes eu era tímido. Foi no GRAB que mudei mais.

Aí que você resolveu dançar quadrilha?
Na verdade, eu já queria dançar e tinha vergonha. E eu percebia que a maioria das pessoas que eu conhecia e que dançavam eram “entendidas”. Eu tinha vergonha e não falava com ninguém. Até virava a cara!

Mas você falava com os heterossexuais?
Falava, falava sim!

Ué, mas por que só não com outros gays?
Porque tinha medo que alguém de perto de casa descobrisse...

As pessoas no seu bairro não sabem sobre sua orientação sexual?
Antes do GRAB não, mas hoje em dia , tudo bem. O projeto mudou minha vida, porque não há coisa pior que ter dupla personalidade. E a “revelação” nem foi tão difícil, achei que todos iam me isolar, mas isso não aconteceu . Não que ainda não exista discriminação.

E você está estudando, Tarcísio?
Bem, eu fui até o segundo ano do Ensino Médio, em 2003. Ou será que foi 2004? Bem, não me lembro direito. Só sei que desisti no 2º ano.

Mas por quê?
Eu não gostava muito de ler. Não tinha paciência. Mas assim, se me der uma revista em quadrinhos em leio toda! (risos)

Você disse que participar do projeto representou uma grande mudança na sua vida. Fala um pouco sobre as oficinas.
O projeto me ajudou a me informar sobre DST's, Aids, etc. Antes eu tinha até medo de falar com alguém soropositivo! Hoje em dia não. Conheço pessoas que têm o HIV e as respeito muito, somos amigos mesmo. A discriminação também prejudica na prevenção, porque com medo de me “revelar” nem tocava no assunto com outras pessoas, para me informar.

Você sofria preconceito na escola?

Bem, alguns desconfiavam e me perturbavam bastante. Eu ficava muito chateado.

Isso contribuiu para que você abandonasse os estudos?
Bem, tinha o fator de que eu não gostava muito de ler também... (pára e pensa um pouco) Não, quer saber? Acho se eu tivesse sido bem aceito, assim como no GRAB e na quadrilha junina, eu teria ido até o fim. Com certeza!

Já aconteceu discriminação em algum emprego ou entrevista?
Comigo não, mas com um amigo. Nós dois estávamos participando da mesma seleção e eu percebi que ele tinha ido muito bem. Quando terminou, o responsável pelo processo me chamou e disse que eu tinha a vaga, mas meu amigo não, porque ele era muito “desmunhecado”. Então pensei apavorado: “Já pensou se ele sabe que eu também sou?”.

E como você acha que a sociedade trata a juventude gay?
Acho que tem muito preconceito ainda. Entendido só trabalha em salão de beleza, loja de cosmético. É difícil ver um gay vendendo eletrodoméstico, por exemplo. A impressão que dá é que as empresas te obrigam a manter uma postura de tal jeito, senão você não é considerado sério. A gente não pode ser como é de verdade. Outra coisa é que os pais proíbem os filhos de terem amizade com gays. Eu fico com medo de alguns deles (que são homossexuais), quando a família descobrir, vir dizer que é porque eu influenciei.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Monitores e colaboradores do Projeto SAGAS participam de formação

Na última quarta-feira, 15, os monitores e outros jovens do Projeto SAGAS, participaram de uma formação para avaliar e pensar formas de interação em locais de encontro de jovens gays e HSH nas periferias de Fortaleza. Desde o ano passado os monitores do Projeto SAGAS visitam praças e outros pontos de encontro desse público, com o objetivo de distribuir camisinhas e materiais educativos e orientar quanto ao uso de preservativos e outras formas de prevenção. O Projeto também visa alertar quanto aos direitos e estimular a luta contra a homofobia.


Durante a formação, os participantes compartilharam com o grupo momentos marcantes, conquistas e dificuldades encontradas em campo.


A oficina serviu para proporcionar novas formas de intervenção em prevenção, que vencessem alguma resistência e timidez do público, além de pensar formas de lidar com a violência nas periferias, que é inclusive, um dos fatores que torna o público do projeto ainda mais vulnerável. Em contraponto às dificuldades, os monitores colocaram que muitas pessoas que ficaram sabendo do Projeto através das intervenções, demonstraram grande interesse em participar das atividades. Além disso, a atuação dos jovens despertou o interesse de uma escola estadual em receber uma oficina sobre prevenção e cidadania voltada aos alunos. -